Manifestação contra reformas: Estudantes trespontanos se unem a professores em Três Pontas

Os estudantes trespontanos se uniram aos professores nessa sexta-feira, para uma manifestação contra reformas propostas pelo atual governo. Dentre elas, as reformas trabalhistas, da educação e da previdência foram as que mais se destacaram na pauta exposta pelo movimento.

A concentração começou às 10h na Praça Cônego Victor, onde os estudantes entoavam cantonetes contra o presidente Michel Temer, e contra as reformas impostas por ele. Em uma grande roda, e de mãos dadas, os manifestantes cantaram o Hino Nacional e logo depois ocuparam a rua para seguir em passeata.

Ao som de instrumentos de fanfarra, os estudantes seguiram até a Prefeitura Municipal de Três Pontas e depois retornaram  para a Praça Cônego Victor. Durante toda manifestação contra reformas, estudantes e professores cantavam e entoavam palavras de ordem pedindo que os seus direitos não fossem violados.

Eles se uniram aos professores, que estão de greve por tempo indeterminado desde o dia 15 de março. Segundo o estudante Talisson Victor, é importante que as pessoas participem porque as mudanças afetarão a todos: “Não é só estudante, não é só professor, é todo mundo. Principalmente os jovens, donas de casa e trabalhadores rurais que trabalharão demais e depois não terão direito a receber a sua aposentadoria”.

 

Greve dos Professores vai de encontro à manifestação contra reformas

Os trabalhadores da educação de Minas Gerais decidiram em assembléia realizada em Belo Horizonte no dia 8 de Março greve por tempo indeterminado a partir de 15 de Março. Segundo o SindUTE os impactos desta PEC são absurdos e irão atingir a todos e todas trabalhadores/as do campo e da cidade. A partir desta mudança fica estabelecida como regra a aposentadoria aos 65 anos de idade para homens e mulheres.

A PEC 287/16 atinge os dois regimes da Previdência Pública – o Regime Geral e o Regime Próprio –  dificultando o acesso ao benefício e desvinculando do salário mínimo. As condições da aposentadoria por tempo de contribuição será de 49 anos contribuidos e 65 anos de idade. Considerando o mercado de trabalho no Brasil, é impossível acumular 49 anos de contribuição previdenciária (temos o desemprego, o bico, a economia informal, etc) comum entre trabalhadores pouco escolarizados.

Além disso, no cálculo proposto pelo Governo Federal, a pessoa com 65 anos e 25 de contribuição receberá 76% da média de todas as suas contribuições. Para ter um benefício de 100% da média seria necessário contribuir por 49 anos – ou seja – uma exceção.

A reforma também acaba com o vínculo constitucional do salário mínimo aos pisos da Assistência Social e da Previdência Social, o que altera também as pensões desvinculadas do mínimo vigente. Também estará proibido o acúmulo de aposentadoria e pensão, duas aposentadorias serão apenas para trabalhadores da área de saúde ou da educação no Regime Próprio (Servidores Públicos).

Além de tudo tem os professores também pedem ao Governo Estadual o pagamento do retroativo do piso de 2016; adicional de 5% da remuneração a cada 5 anos desde 2012; reajuste do piso de 7,64% de janeiro de 2017; retorno das promoções e progressões e nomeações.

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