Terrorismo – um dos conduzidos pela PF era de Varginha

Do G1 Sul de Minas

(imagem ilustrativa)

A Polícia Federal cumpriu um mandado de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir prestar depoimento) em Varginha (MG) relacionado à “Operação Hashtag”, de combate ao terrorismo, que prendeu 10 pessoas em 10 estados nesta quinta-feira (21). Segundo a PF, um homem foi conduzido para a sede da delegacia na cidade por uma equipe da PF de Brasília (DF). Depois de ouvido, ele foi liberado. A PF não informou detalhes de quem seria esse homem.

Uma ONG (Organização não governamental) também investigada em Varginha por suspeita de fazer palestras em favor do Estado Islâmico (EI). De acordo com a polícia, o grupo começou a ser monitorado em abril.

Estas foram as primeiras prisões no Brasil com base na recente lei antiterrorismo, sancionada em março pela presidente afastada, Dilma Rousseff. Também foram as primeiras detenções por suspeita de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico, que atua no Oriente Médio, mas tem cometido atentados em várias partes do mundo.

As prisões, segundo o Ministério da Justiça, ocorreram no Amazonas, no Ceará, na Paraíba, em Goiás, no Mato Grosso, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul, informou a assessoria do Ministério da Justiça. O governo e PF não divulgaram os nomes dos suspeitos e nem para onde eles foram levados depois da prisão.

De acordo com a Polícia Federal, o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara da Justiça Federal do Paraná, expediu 12 mandados de prisão temporária por 30 dias, sendo que as detenções podem vir a ser prorrogadas por mais um mês. O magistrado também expediu dois mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir prestar depoimento) e 19 de busca e apreensão.

Em entrevista coletiva concedida em Brasília no final da manhã desta quinta, Alexandre de Moraes anunciou que a PF já havia cumprido 10 dos 12 mandados de prisão. Ele destacou que os dois alvos da operação batizada de “Hashtag” que ainda não tinham sido presos estavam no “radar” dos policiais e que, provavelmente, seriam detidos em breve.

Cada um dos suspeitos foi preso em um estado diferente, mas, conforme o ministro, eles integram um grupo que usava a internet para comprar armas e planejar crimes no país, com indícios de que mantinham ligações com o EI. Eles teriam feito um juramento ao EI pela internet, embora não haja informações de que tenham deixado o Brasil.

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