Canções autorais destacaram no Festival de Três Pontas

Neste final de semana, os trespontanos reviveram as emoções de um festival de música diversa e de qualidade. O Festival de Aniversário de Três Pontas trouxe os ritmos mais variados, passando pelo sertanejo universitário, moda de viola, MPB, Clube da Esquina, Jazz, Rock e muitos outros. Mas o Canal UltraNativo gostaria de destacar duas bandas, pelos trabalhos autorais apresentados.

Como não poderia ser diferente, o evento na Capital da Música trouxe bandas que estão começando na estrada, mas já apresentam uma grande qualidade musical.  Dentre os espetáculos, o grupo o Compasso Lunnar e a banda Marginália que trouxeram composições autorais e deixaram o público arrepiado.

Compasso Lunnar
Grupo Compasso Lunnar se apresentando no Festival de Aniversário de Três Pontas.

O grupo Compasso Lunnar, formado pelos músicos Clayton Prósperi (piano e voz), Fernando Marchetti (bateria e voz), Ismael Tiso (guitarra, violão e voz) e Paulo Francisco Tutuca (baixo e voz), trouxeram a canção ‘Molhou’ e ‘Lampejo’. As composições escritas por Clayton Prósperi e Ismael Tiso, respectivamente, já contam com um clipe na internet desde maio deste ano, e trazem bastante do rock progressivo, MPB e música mineira.

Eles abriram a noite de sábado, e apresentaram músicas do Som Imaginário, Clube da Esquina, Beatles, e claro, suas músicas autorais. O guitarrista Fredera também foi uma participação mais do que especial, um dos ícones da música brasileira que integrou a banda Som Imaginário, juntos eles tocaram ‘A Matança do Porco’ e ‘Molhou’.

No berço de Três Pontas, a Capital da Música, também nasceu a banda Marginália. Inspirada nas canções e poemas marginais, eles também deram vida ao Festival de Aniversário de Três Pontas com o swing, samba e o groove da música brasileira. Mas realmente encantaram o público quando apresentaram Vagabundos Iluminados.

Banda Marginália
O groove da Marginália no palco do Festival de Aniversário de Três Pontas.

Inspirada na Tropicália, a composição fala de amor utilizando a linguagem da poesia marginal, sem deixar de trazer o tom de protesto. A poesia da música é de Leandro Durazzo, conhecida como ‘Para Jack Kerouac’. O poema é oferecido ao poeta Jack Kerouac no livro Triptaka (2014), e foi musicado por Isabela Morais, vocalista da banda.

Tanto o grupo Compasso Lunnar, como a banda Marginália são compostas por músicos que já caminham há algum tempo na carreira musical, isso pode explicar a qualidade das composições, mas também nos dá a dica do que podemos esperar daqui pra frente.

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