Choveu amizade e amor… – por Edimar Rodolfo

Choveu amizade e amor em Três Pontas, Minas Gerais, e o músico e poeta Edimar Rodolfo aproveitou a chuva forte para atingir o coração dos locais. Veja esse poesia:

“Aconteceu em Três Pontas,
Minas Gerais
uma chuva forte
atingiu o coração dos locais

Molhou minha camisa
camisa de lenhador
e ficamos encharcados
eu e meu amor

E por ironia do destino
nesse dia ninguém assistia televisão
a chuva caiu de surpresa
e molhou até a barba do Thiagão

Choveu amor e amizade
do infinito, do céu
caiu e foi logo molhando
o coque do Marcel

Era um lindo dia de glória
e a chuva molhou
os dreads do Andão
e da Doia

A chuva caiu
quando ninguém esperava
e acabou manchando
a maquiagem da Rafa

a chuva caiu
e ninguém estava no serviço
molhou o violão
o Léo e o Fabrício

A chuva molhou a Catita,
o Caio e o Titoninho
e pegou o Xéz
enquanto ele andava sozinho

E molhou a Kelinha,
o Totonho e o Fernandinho
que estavam na praça
tomando vinho

Caiu a chuva,
bem na hora de ir embora do GF
e molhou a Dona Lúcia,
o Derson e a Jaciele

Deus mandou a chuva
daqui até varginha
e ela molhou o Antony,
o Miguel e a Aninha

Choveu muito forte
e ninguém foi dormir
e a chuva surpreendeu
a Lô e o Ravi

Choveu liberdade e
ninguém mais vai chorar
nem o Thales
e nem a Tatah

Choveu o dia todo,
nunca que parava
enquanto a Mirian,
a céu aberto lecionava

Choveu muito
e todo mundo admirava
a chuva caindo
enquanto o Rodrigo tatuava

Choveu até quando
ninguém mais esperava
e molhou todas as artes
que o Sérgio desenhava

Choveu tanto,
que a rua se inundava
enquanto o Willian
com o mic na mão, rimava

Quanto mais chuva de amizade
do céu caía
mas a Bianquinha
aqui na Terra sorria

Quanto mais chuva de amor
do céu caía
mais o filhinho da Bruna
ao câncer resistia

Aquela chuva trouxe
tanta alegria
arrancou umas boas
gargalhadas da Maíra

Choveu, e o Helder
saiu com sua família pra passear
se molharam ele, a Geise,
e o nenê que está pra chegar

Choveu na estátua do Padre Victor
e no Alto do Cruzeiro
só não choveu na cabeça dos seres
escondidos contando dinheiro

Eu nunca tinha visto chuva assim
aqui por essas bandas
choveu até lá longe
na aldeia da Amanda

Choveu daquela chuva
que quando cai só alivia
molhou a Aline,
a Fernanda e a Livinha

O temporal não derrubou
nenhuma das nossas árvores
mas molhou a Nica
que tava fazendo malabares

Cai tanta chuva
e meu coração forte bate
quando me lembro
me lembro da Jaque

Chove muito
e quem foi embora faz tanta falta
me lembro da Naty
lá em Poços de Caldas

E não acabou a energia elétrica
enquanto chovia
o Daniel e a Sabrina
até tiraram fotografias

Ao saber da chuva
no interior
a Ligia logo ficou com saudade
e telefonou

Chove a chuva,
chuva de poemas
essa é minha maneira
de resistir contra o sistema

Choveu aqui em Três Pontas
foi uma chuva de amor
rogo a Deus para que sempre molhe
a quem essa história me contou…”

por Edimar Rodolfo

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