Bola de fogo ilumina o céu de Varginha e assusta moradores

Uma bola de fogo surgiu no céu de Varginha, no último domingo (29). Já era 00h47, mas muitos moradores testemunharam o clarão e assustaram. Mas logo veio a resposta, um meteoro havia penetrado a atmosfera, e o clarão iluminou o céu de várias cidades de Minas Gerais. A queda foi registrada por quatro câmeras automáticas da BRAMON – Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros. Segundo o órgão, o meteoro penetrou a atmosfera praticamente na vertical.

Veja o video capturado pela BRAMON em diversas cidades:

A Lua caiu do céu
De acordo com o especialista Carlos Augusto Di Pietro, ligado à BRAMON, o meteoro atingiu a magnitude de -13.2, o que faz do Bólido de Varginha o objeto mais brilhante já capturado pela rede desde que os registros começaram. Segundo o pesquisador, o objeto foi em direção à região de Varginha com um ângulo de queda de 97º e praticamente seguiu reto em direção ao solo da região. “É como se a Lua tivesse despencado do céu”, completou.

Para se ter ideia do brilho, na cidade de Oliveira, MG, onde o observatório SONEAR também mantém câmeras de monitoramento do céu, o brilho foi tão forte que produziu sombra no chão.

Bólido de Varginha

Um bólido é uma bola de fogo (fireball) que finda seu vôo visível em um flash terminal luminoso (explosão). Os bólidos são fenômenos raros, produzidos por meteoróides de grande tamanho cuja origem pode ser asteroidal ou ainda cometária. As primeiras análises orbitais mostram que o Bólido de Varginha tem origem provavelmente cometária, ou seja, pode ser um fragmento de uma esteira de partículas deixada por algum cometa. O objeto surgiu a 96 km de altitude e explodiu a cerca de 28 km do solo.

Para Di Pietro, devido ao ângulo extremamente fechado da entrada, a área de dispersão dos meteoritos, caso haja, seria praticamente um círculo, diferentemente daquelas produzidas quando algum meteoro penetra a atmosfera em ângulos menores.

Estatísticas
Diariamente, a Terra é constantemente bombardeada por pequenos asteroides e outros detritos espaciais, criando uma espécie de garoa de meteoros, alguns deles muito brilhantes.

De acordo com as estatísticas, bolas de fogo tão brilhantes quanto esta que explodiu sobre Varginha e que pode chegar a -13 magnitudes acontecem a cada cinco meses.

No entanto, nem sempre essas enormes bolas de fogo são vistas. A maioria delas, cerca de 70%, cruza o céu sobre áreas inabitadas ou sobre os oceanos. A metade ocorre durante o dia, praticamente imperceptíveis devido à presença do Sol. Outra grande parte também não é vista simplesmente porque ninguém está olhando o céu naquele momento.

Fonte: Apolo 11

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